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03-02-2017 às 13:40 (263)

Diretores da Odebrecht Ambiental prestam esclarecimentos

Pressionados pela população, que reclama dos altos valores das contas de água e esgoto, os vereadores de Jataí buscaram explicações junto à direção da Odebrecht Ambiental, empresa responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto na cidade

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Foto: Hélio Domingos

Em reunião realizada no gabinete da presidência da Câmara Municipal de Jataí, no dia 2 de fevereiro de 2017, dirigentes da Odebrecht Ambiental esclareceram aos vereadores dúvidas sobre as tarifas e outros assuntos referentes à coleta e ao tratamento de esgoto sanitário na cidade. Por contrato, desde 2013 a empresa é subdelegada pela Saneago para a prestação desses serviços nos municípios de Aparecida de Goiânia, Jataí, Rio Verde e Trindade.

Participaram da reunião os vereadores Adilson Carvalho (presidente), Carvalhinho, Major Davi Pires, Mauro Bento Filho, José Prado Carapô, Kátia Carvalho e Gildenicio Santos, o gerente de Operações da Odebrecht Ambiental, Pedro Henrique Gobbo, e o coordenador comercial da empresa, Fábio Trigueiro.

"O valor da conta de água e esgoto tem sido um motivo de várias reclamações da sociedade", afirmou o presidente da Câmara, Adilson Carvalho. "Nós, vereadores, somos constantemente abordados pelas pessoas e estamos preocupados com a situação. Gostaríamos de saber se há um meio legar para a redução da tarifa, pois as pessoas, especialmente as mais carentes, estão aflitas com os altos valores de suas contas e cobram inclusive a rescisão do contrato".

O gerente de operações da Odebrecht Ambiental em Jataí, Pedro Henrique Gobbo, esclareceu que a empresa não tem poder sobre a tarifa, cujo valor é definido pela Agência Goiana de Regulação (AGR), órgão ligado ao governo estadual. "A estrutura tarifária é a mesma em todo o Estado", informou Gobbo. "Em todas as cidades atendidas pela Saneago os preços e os reajustes anuais são definidos pela AGR".

Até 2019 o contrato entre Saneago e Odebrecht prevê a universalização do serviço de coleta e tratamento de esgoto em Jataí, ou seja, no mínimo 90% das residências deverão estar ligadas à rede de esgotamento sanitário da cidade. "Quando assumimos esses serviços, 58% das casas estavam ligadas", disse Gobbo. "Hoje já atingimos o índice de 72%, e chegaremos à universalização com um total de R$ 87 milhões em investimentos".

O presidente Adilson Carvalho cobrou uma maior divulgação da Tarifa Social, um mecanismo pelo qual os consumidores mais carentes podem pagar a taxa mínima mensal. "Deve ser feito um amplo trabalho de divulgação desse benefício, para que a população menos favorecida deixe de ser penalizada por contas de água e esgoto com valores absurdos, que consomem grande parte do orçamento das famílias", afirmou.

Para o vereador Mauro Bento Filho, deveria haver uma união entre os quatro municípios cujos serviços de saneamento estão nas mãos da Odebrecht Ambiental. "As forças políticas dessas cidades devem unir-se para cobrar do governo estadual e da AGR a revisão das tarifas", sugeriu o parlamentar. De acordo com os diretores da empresa, a tarifa de água e esgoto de Goiás é a segunda mais alta do país, levando-se em conta os municípios que mantêm contrato com a Saneago.

Os vereadores questionaram os executivos a respeito de algumas cláusulas do contrato, cujo não-cumprimento seria a única forma de rescindir o compromisso, que será encerrado somente em 2041. Gobbo e Trigueiro apresentaram dados que comprovariam que todas as cláusulas vêm sendo cumpridas, como atestam as periódicas visitas dos fiscais da AGR, agência responsável pela supervisão do contrato.



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